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Procurar livro: Avançada

A ALMA DO URSO

GUSTAVO BERNARDO

A literatura, semelhante às outras artes, costuma experimentar alguns momentos particularmente iluminados, capazes de tirar de órbita os leitores mais atentos, ou mais exigentes. Não há dúvida de que muitos leitores, percepções aguçadas, sentir-se-ão em outras galáxias após a leitura de A alma do urso, do professor de literatura Gustavo Bernardo, carioca que teve a felicidade de ver seu texto cair nas mãos de Ana Raquel, talentosa e sensível artista plástica mineira, também vivendo um momento iluminado. De fato, A alma do urso é um daqueles livros que caminham além das palavras e das imagens, pairando sobre cabeças e corações. Nas horas vagas, voltam para uma visita e, freqüentemente, permanecem. Que sejam bem vindos. (Vivina de Assis Viana)

QUEM PODE JULGAR A PRIMEIRA PEDRA

GUSTAVO BERNARDO

Este livro reflete sobre a dificuldade de se estabelecer o julgamento da obra literária, a partir da filosofia de Immanuel Kant.

LÚCIA

GUSTAVO BERNARDO

O romance de Gustavo Bernardo pratica literatura no sentido de exercício arriscado com a linguagem. "Lúcia" recoloca em cena os personagens principais e o próprio autor de "Lucíola", o escritor José de Alencar. À homenagem evidente ao fundador de nossa literatura, Gustavo associa uma saudável traição, ao tratar o relato original com a crueza de Nelson Rodrigues, que excedeu no sentido do fel e, assim, contradisse o derramamento afrancesado com que José de Alencar se restringira à periferia da retórica. O livro de Gustavo brota justamente das falhas do romance de Alencar, de cujos personagens inverte o movimento. Além de utilizar os personagens como pontes entre os dois séculos, Gustavo nos faz recuar no tempo pelos vocábulos que emprega e pela maneira como os dispõe. Por efeito de sua requintada verve, expressões típicas de nosso passado sofrem uma ação combinada de embelezamento e perspectivação. Constituem uma trama envolvente cuja acolhida cresce em prazer devido à atividade a que somos impelidos: de abrir a concha em que a literatura se transformou desde que se assumiu como discurso intransitivo, para visualizarmos eventuais pérolas que a povoam e que "Lúcia" ilustra à perfeição. (Dau Bastos - O GLOBO, 25/09/99)

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